Publicado por: alexpossato | Novembro 5, 2009

O desenvolvimento das constelações

O trabalho de constelações segundo Bert Hellinger é uma forma de terapia breve, orientada pelas soluções. Traz à luz, de forma rápida e precisa, as dinâmicas que ligar o cliente de uma forma disfuncional ao seu sistema de referência, que o limitam em suas possibilidades de ação e desenvolvimento pessoal, impedindo-o de estruturar a sua vida de uma forma positiva. No método das constelações são incluídas experiências, técnicas e formas de procedimento de outras abordagens e escolas de psicoterapia, por exemplo, a hipnose, a terapia comportamental, a terapia gestalt e a terapia sistêmica.

As constelações foram construídas sobre os conhecimentos de precursores como Jakob Moreno, Ivan Boszormenyi-Nagy e Virginia Satir. Farei uma breve introdução nessas três abordagens terapêuticas importantes, para tornar compreensível como as constelações utilizam, seguindo a tradição da psicoterapia, as imagens espaciais, a representação espacial e as perspectivas de mais gerações.

O psiquiatra Jakob Moreno foi o pioneiro na terapia sistêmica dramatizada. Nos anos 30, começou a brincar de teatro de improvisação com seus clientes e denominou a sua abordagem de psicodrama. Dessa forma, introduziu uma idéia totalmente nova de terapia e contrapôs essa encenação, uma espécie de teatro, ao contexto individual comum, estático, da psicanálise daquela época. Moreno trazia espectadores que logo se tornavam participantes do jogo e, assim, colocava os problemas e sofrimentos dos pacientes num espaço público, no qual o potencial criativo de todos os presentes se desenvolvia. Seu interesse não estava mais direcionado somente às pesquisas do passado, mas conduzia a atenção do cliente para as suas ações e interações com outros no presente.

Moreno construiu palcos, nos quais tudo podia ser interpretado: dramas internos, sonhos, fantasias e a realidade. Os requisitos permitiam uma reprodução o mais próxima possível da realidade de contextos da vida. Através da liberdade da apresentação e a criatividade de todos os participantes, procurava penetrar em níveis que não estavam abertos a seus clientes em suas vidas cotidianas.

O psicodrama segue o objetivo de estimular as pessoas a desenvolverem alternativas de ação em situações difíceis. Como método terapêutico cria um espaço, no qual o cliente pode experimentar novas formas de comportamento em relação ao seu âmbito social, desenvolver suas espontaneidade e testar seus medos e receios perante a realidade. Os jogos de papéis facilitam e possibilitam mudanças de comportamento.

Nos primórdios dos anos 70, Ivan Boszormenyi-Nagy descreveu estruturas de relacionamento que ultrapassavam as abordagens psicológica, individual e transacional. Desvia essas estruturas dos acontecimentos que se repetem regularmente quase como leis nas histórias familiares que observou, pesquisando milhares de famílias em seu consultório clínico psiquiátrico. Isso o levou a concluir que os relacionamentos, na sua profundeza, são determinados por uma dinâmica ética existencial.

Uma vez que a estrutura do efeito não pode ser reconhecida externamente, ele a descreveu como “vínculos invisíveis”. É também esse o título de seu primeiro livro (Boszormenyi-Nagy e Spark, alemão – 1981). Seguindo suas experiências, essas lealdades invisíveis atuam mais fortemente do que as ações que podem ser observadas ou padrões aprendidos que podem ser presumidos através da informação biográfica.

Boszormenyi-Nagy acentua o equilíbrio entre o dar e o receber, onde fica visível a forte influência da filosofia de Martin Buber (vide Buber – 1923). Como elemento essencial em relacionamentos, Boszormenyi-Nagy descreve uma ética implícita que exige justiça e equilíbrio através das gerações e delineia um modelo de contas pessoais de merecimento e culpa sobre a qual vela um imaginário tribunal de clã. Portanto, é necessário que em relacionamentos domine um equilíbrio entre os benefícios recebidos e dados. O peso está mais no futuro e nas gerações futuras do que no equilíbrio no passado, com as gerações anteriores. Na medida em que a pessoa dá algo, adquire o merecimento no sistema e com isso também um direito de receber algo. Também a culpa não compensada é transmitida aos descendentes. “A terapia contextual” de Boszormenyi-Nagy com indivíduos, casais e famílias serve, sobretudo, a este equilíbrio das contas psíquicas internas (Between Give and Take, Boszormenyi-Nagy e Krasner – 1986).

Virginia Satir desenvolveu um vasto repertório de técnicas terapêuticas. Seu trabalho estava direcionado fortemente à comunicação, na qual conduziu os membros familiares que vinham para psicoterapia ou aconselhamento a uma permuta aberta, apoiando-os nisso.

Seu trabalho se baseia nos seguintes princípios fundamentais:

- a mudança é possível.
- temos dentro de nós todos os recursos de que precisamos para um desenvolvimento e crescimento pessoais bem sucedido.
- cada um de nós sempre age no momento oportuno tão bem quanto pode.
- na medida em que concordamos com nosso passado, cresce também a nossa capacidade de dominar o presente.
- os seres humanos se unem devido as suas semelhanças e crescem através de suas diferenças.
- todos nós somos manifestações da mesma força vital.
- relacionamentos humanos saudáveis baseiam-se no equilíbrio de valores.
- quando conseguimos levantar a auto-estima do cliente, e ele pode aceitar a si mesmo e ao outro como ele é, conseguiu-se a base para uma transformação.

Segundo a metáfora do iceberg de Satir, só podemos ver o cume do comportamento do cliente. Contudo, isso depende das posturas, percepções, sentimentos, expectativas e anseios na base de um “eu”.

Satir denominou também de “técnica da família simulada” a escultura familiar desenvolvida por ela. Neste método, os membros familiares são colocados a fim de tornar clara a estrutura familiar através de uma representação espacial dos relacionamentos. Os papéis são assumidos pelos próprios membros familiares ou participantes do workshop, e cada membro familiar mostra sua imagem da família. Fica visível para todos como as formas de comunicação e regras familiares são vividas de formas diferentes por cada um deles.

Satir utilizava esse trabalho de escultura principalmente no contexto de sua reconstrução familiar, como ela descrevia o conflito intenso do cliente com a história de sua família de origem. O cliente trazia para o workshop as imagens e a árvore genealógica com a descrição dos relacionamentos e todos os detalhes vivenciáveis da vida dos membros familiares. Frequentemente, em reconstruções que duravam dias inteiros, as redes dos relacionamentos e a ligação social dos membros familiares eram pesquisadas e representadas, e partes faltantes da biografia e a história familiar podiam ser complementadas.

Ursula Franke – Quando fecho os olhos, vejo você, Editora Atman

Próximas constelações e workshops sistêmicos nokomando – clique aqui!

Publicado por: alexpossato | Agosto 12, 2009

O que faz o amor dar certo


Amar e ser amado é o que todos desejamos do berço à velhice, mas nem sempre o caminho está aberto para viver o mais básico dos sentimentos. Segundo Bert Hellinger, teólogo e terapeuta alemão, há como desemaranhar os laços afetivos e refazer o fluxo do amor com mais consciência e menos ilusão.

“É suficiente ter um bom parceiro, não precisa ser perfeito, pois o que é perfeito não se desenvolve, já está pronto. A imperfeição é estimulante e permite às duas pessoas crescerem juntas”, defende o terapeuta alemão Bert Hellinger, 78 anos, autor do livro Para que o Amor Dê Certo (recém-lançado pela ed. Cultrix). Há mais de três décadas ele trabalha fazendo atendimentos individuais e para casais e, baseado nessa vasta experiência, sistematizou o método chamado constelações familiares, que busca primeiramente restabelecer o fluxo do amor entre pai, mãe e irmãos para depois rever os laços com parceiros amorosos.

Bert desfaz qualquer imagem de amor baseada em ilusões – ele acredita que esse sentimento pode se expandir na medida em que reconhecemos e agradecemos o que cada relacionamento acrescentou a nossa vida.

O desejo de amar e ser correspondido é universal, por isso o método de Bert não encontra barreiras culturais e desperta interesse em países muito diferentes. Ele freqüentemente trabalha na Europa, Japão, China, México, Colômbia, Nicarágua, Canadá e Estados Unidos e atrai grandes platéias. “Há poucos dias, estive na Áustria, e 1,2 mil pessoas vieram me ouvir. Gosto de partilhar minhas descobertas. Nos livros, escrevo que o amor deve ser trocado, deve ser dado e recebido todo o tempo. Dar e receber é um ótimo equilíbrio”, disse ele em entrevista a Bons Fluidos, no intervalo de uma de suas inúmeras viagens.

Em paz com o passado

Em sua terapia do amor, Hellinger coloca como imprescindível reconhecer a aceitação do afeto experimentado em relações anteriores: um novo amor só poderá ser bem-sucedido se houver o reconhecimento de tudo o que nos foi dado pelos demais relacionamentos. A primeira relação amorosa tem influência sobre todas as outras, constata. Segundo o terapeuta, a rejeição consciente ou inconsciente de amores passados bloqueia a força de um novo amor. “Se você amar alguém depois, não poderá agir como se não tivesse vivido outro amor antes. Se aceitar o que viveu, com respeito aos antigos parceiros, as próximas relações poderão ser mais enriquecedoras do que se você for vivê-las como se fosse a primeira.”

Individualidade

O respeito do espaço de cada um é outro aspecto fundamental para o sucesso de um relacionamento, assinala Hellinger. Não por acaso, ele diz que para amar é preciso aceitar duas solidões, a sua própria e a do outro. “Numa relação deve haver respeito por segredos. Só assim ela terá uma chance. É ridículo querer que se conte tudo ao outro. Se houver respeito pelos segredos, as pessoas acabarão revelando espontaneamente coisas importantes. Mas não se pode agir como um intruso na alma da outra pessoa, mesmo que o relacionamento seja duradouro.”

Sexo é essencial

Além do amor e da disponibilidade para a convivência, o terapeuta cita o sexo como o terceiro elemento essencial na relação de um casal. “É a base de tudo. É fácil encontrar alguém, ir para cama com ele e, na manhã seguinte, não saber o que fazer. Você não sente amor, vocês não vão ficar juntos, é somente sexo.” Segundo Hellinger, para ser completo, o sexo tem de ser aprendido, exercitado e combinado ao amor. “Muitas vezes, quando as pessoas fazem sexo, fecham os olhos. Elas não estão realmente em contato com o outro, não mais do que consigo mesmas. Não tenho nada contra, mas, quando o amor também atua, as pessoas são capazes de ficar juntas e partilhar uma vida comum, o que é algo bastante diferente”, nota.

Laços de família

Os primeiros laços de amor são atados na família, e Bert Hellinger sustenta que todos os familiares estão ligados por uma “grande alma comum”. Essa “consciência coletiva comum” é transmitida por sucessivas gerações, em uma corrente de influências, incluindo experiências dolorosas vivenciadas pelo grupo.

Segundo ele, toda terapia deve trabalhar com a fonte e, para cada pessoa, a fonte primeira são os pais. “Quem está separado afetivamente de seus pais está separado de sua fonte”, resume. Por isso, Hellinger não aceita nenhuma queixa aos pais em seu trabalho terapêutico. “Você pode olhar para seus pais de diferentes formas. Durante sua infância, podem ter ocorrido experiências dolorosas, que provocaram certos ressentimentos e até afastamentos. Mas seus pais não são melhores ou piores do que os outros. Aliás, pais perfeitos são os piores. O crescimento só poderá ocorrer com certas resistências e dificuldades. Quando um paciente reclama de seus pais, está fazendo-os responsáveis por sua própria incapacidade”, nota.

Felicidade existe?

Mesmo tendo construído uma teoria estabelecendo determinadas leis comuns a todos os relacionamentos, Bert Hellinger define sua terapia como empírica, baseada na observação e na experiência. Ele diz não ter um diagnóstico global ou uma fórmula mágica para fazer com que o amor dê certo. Cada caso tem características únicas.

Hellinger conclui: “Não há um modelo a ser seguido para alcançar a felicidade. Existe a felicidade das crianças, que brincam esquecidas de si mesmas, ou dos apaixonados. Tudo isso é muito bonito. Mas, nesse sentido, realização não é felicidade. É estar em harmonia com a grandeza, mas também com o sofrimento e com a morte. Isso possibilita um reconhecimento profundo, dá peso e serenidade. É algo bem tranqüilo. É a felicidade como conquista. E não tem a ver com ficar esquecido. Tem a ver com a força interior”.

Tudo começa na família

Muitos dos problemas de relacionamento (do casal e com os filhos) que acontecem no presente, na verdade têm a ver com laços familiares antigos, com a forma como nossos pais, avós, bisavós lidaram com a exclusão, a doença, a morte ou o esquecimento de entes muito próximos. Essa é a base da terapia das constelações familiares, resultado da experiência e da observação do alemão Bert Hellinger em seu trabalho de atendimento individual e a casais durante mais de três décadas.

Como acontece a sessão

Primeiro, o paciente coloca a questão que quer resolver e escolhe pessoas do grupo para representar seus pais, irmãos e outros membros da família. “O paciente fica de fora e tem a oportunidade de observar a situação de conflito que determinou o bloqueio do amor. Por exemplo, a morte de um irmão mais velho foi tão dolorosa para os pais que eles esqueceram o fato e ao mesmo tempo superprotegeram o filho menor. Claro, isso é feito por amor, mas impede que a dor da perda seja transformada e que o filho mais novo possa ser livre para viver sua história, sem que ela seja condicionada à perda”, explica Mimansa Erika Farny, alemã radicada em Goiás, discípula direta de Hellinger e responsável pela introdução das constelações familiares no Brasil em 1997.

“Os participantes respondem a perguntas simples do terapeuta. Elas revelam a raiz do problema sem interpretá-lo. Assim os papéis familiares são reposicionados seguindo uma ordem em que o amor possa fluir livremente, em que cada um retome seu lugar. O trabalho não é focado em questões psicológicas, mas nos padrões de comportamento gerados em determinado sistema familiar”, completa Renato Shaan Bertate, médico paulista, especialista nessa linha terapêutica.

Segundo as constelações familiares, há uma ordem do amor que favorece o fluxo afetivo harmonioso – que de tão simples fica difícil cumprir na prática. “O vínculo do casal tem prioridade sobre o vínculo com os filhos. Os pais cuidam dos filhos e não o contrário. Se houver filhos de outros casamentos, eles devem ser reconhecidos. Se, por exemplo, homem e mulher esquecem seus papéis para serem apenas pai e mãe, o casamento enfraquece e o amor não flui plenamente”, explica Mimansa.

As sessões são feitas em workshops nos fins de semana. A resposta a cada questão pode durar de 15 minutos a duas horas e não há a necessidade de acompanhamento posterior. “A redefinição dos papéis e as mudanças necessárias acabam acontecendo de forma natural e beneficiam todos os envolvidos afetivamente na história”, conclui Renato.

A reverência essencial

Cultivar reconhecimento e gratidão – a pais, antepassados e parceiros anteriores – é fundamental para que o amor do presente dê certo. Renato Bertate, especialista nessa linha terapêutica, propõe um exercício que aumenta a consciência sobre a harmonia ou desarmonia nos relacionamentos.

“Feche os olhos e imagine seu pai e depois sua mãe. Perceba quais os sentimentos que surgem nesse momento e se você pode reconhecer o que eles fizeram de bom, respeitá-los e agradecer. Se isso causar uma sensação boa, a relação é sadia. Se provocar angústia, é sinal de que há algo a ser transformado. Apenas o exercício não é suficiente para realizar o processo, mas repeti-lo ajuda a aumentar a disposição para a aceitação e o amor”, conclui o médico.

Para saber mais

Livro
. Constelações Familiares – O Reconhecimento das Ordens do Amor, ed. Cultrix.


TEXTO: Liliane Oraggio e Fernando Eichenberg

(texto publicado na Revista Bons Fluidos – acesse aqui)

Constelações sistêmicas com a alemã Theresia Maria, em São Paulo – clique aqui

Publicado por: alexpossato | Agosto 12, 2009

Mamãe, deixe-me em paz!

Na terça-feira passada estivemos fazendo mais um encontro do grupo de Autoimagem e Caminhos, com constelação sistêmica. Uma das dinâmicas propostas por Theresia Maria, nossa facilitadora de constelação, sugeriu que trabalhássemos a mágoa.

- Quem tem alguma mágoa e deseja trabalhar isso, agora?

Várias mãos se levantaram. Algumas com mais firmeza que outras. Foi escolhida uma das nossas amigas, companheiras do curso. Era uma mágoa realmente dolorosa. Atritos severos com a própria mãe, uma senhora difícil e geniosa, assim como a filha. Pelo menos esta é a aparência. Pela experiência que temos em processo terapêutico, posso afirmar que não existem pessoas difíceis e geniosas, integralmente. A mesma pessoa difícil é dócil em milhares de situações. A mesma pessoa geniosa é amável em outras. Aquele que fere em alguns momentos, também acaricia, em outros. Com algumas pessoas, a pessoa difícil se transforma em um docinho de côco. Com outras, a pessoa geniosa é uma verdadeira geléia de framboesa. Por que será que alguém tem atrito com outro?

As relações não são construídas por aquilo que vivemos. Nós possuímos uma energia sistêmica que conduz nossas emoções e, consequentemente, nossas atitudes. Em especial, no caso de mãe e filha, por mais que a sociedade diga que mãe nasceu para ser amada e amar, o Universo diz que mãe nasceu para aprender e ensinar. E isso, geralmente, é doloroso. Temos exatamente a mãe que necessitamos. E a mãe tem  a filha que precisa. Existe , sim, o amor nesta relação. O amor mais sublime que possa existir: o amor que queima e destrói como chama, para reconstruir um ser novo e sublime; o amor que muitas vezes desmonta o nosso ego, traz sofrimento, para renascermos como seres divinos que somos. Renascermos nesta vida mesmo, não em outras… Esse amor necessita de atitude. Não tem nada a ver com dar presentinhos, pegar o filhinho no colo, amamentá-lo. Isso fica bem em propaganda de banco ou de shopping center, mas não condiz com a realidade humana. A realidade é mais dura, e por isso mais sublime, possibilitando a redenção.

Muitas vezes, para que este amor familiar, sistêmico, universal se manifeste, as energias de mãe e filho provocam  separação. A mãe abandona o filho, por amor. O filho cria ódio da mãe, por amor… Tão contrário a si é o mesmo amor, diz Camões. E continua o poeta caolho: é ter com quem nos mata, lealdade. Imagine você, ser leal a quem o matou? Pois é, é isso mesmo. Camões reafirma há quinhentos anos, o que Bert Hellinger, o criador da constelação familiar sistêmica diz hoje: o amor fere, machuca e cutuca, e por isso mesmo, é curativo.

Ter profunda mágoa da mãe significa ter amor profundo por ela. Porque a mãe que temos mágoa não é a mãe externa, que está fora de si. É a mãe interna, parte de nós, da qual fomos gerado. Como podemos somente odiar aquela que nos permite estarmos vivendo esta vida tão grandiosa? É por isso que, mesmo inconscientemente, amamos nossa mãe, e amamos nosso pai. Mesmo quando o ego diz: não! O ego não entende de amor. Ele só pensa que entende. Amor não é pensado: é sentido. Na dinâmica que fizemos, o personagem filha, irredutível, ouvia os gritos de dor e desespero do personagem mãe. E aparentemente não estava nem aí. Mas estava. Sofria por dentro, como uma úlcera corrói as vísceras. E a mãe não queria magoá-la: estava presa em sua própria dor. E por isso, não conseguia agir melhor com a filha. A dinâmica prosseguiu. Lágrimas de todos os lados. Gritos, bate pé. Rancor, revolta, falta de proximidade. Filha e mãe eram absolutamente iguais. Carregadas de dores, de sentimentos feridos. E como o amor pode florescer, nessa situação?

Não era necessário. O amor não precisa florescer. Ele já se demonstra, onde há ódio e tumulto. Assim é a vida. O amor que floresce só se manifesta quando alguém assim o deseja. E ouve um momento em que uma das duas desejou. Na dinâmica. E então, o sistema foi rompido. Isto ficou bem claro. Não existe mágoa só de um lado. Um lado é absolutamente igual ao outro. Ambos necessitam da mágoa, para coexistirem em conflito. A mágoa só atinge a alguém que magoa também. O bom desta história, é que este que magoa, uma hora pode perceber que a compaixão também está em suas mãos. E pode manifestá-la.

O universo coloca estas dores, estes sofrimento, quase como se fosse de propósito. Alguém pouco observador diria que Deus é sádico. Mas não é. As piores dores estão recheadas, completas, abarrotadas do mais sublime amor. Transbordando. Pronto para se demonstrar, ao momento em que o “dono” desta dor diz: sim. Eu aceito. Eu observo. Conservo a minha parte, e entrego o resto a quem pertence. Não preciso carregar todas as dores do mundo, mas aceito o que é meu.

Como diz Gibran Khalil Gibran: “Grande parte do vosso sofrimento é por vós próprios escolhida: É a amarga poção com a qual o médico que está em vós cura o vosso Eu-doente. Confiai, portanto, no médico, e bebei seu remédio em silêncio e tranqüilidade. Pois sua mão, embora pesada e dura, é guiada pela suave mão do Invisível, e a taça que ele vos oferece, embora queime vossos lábios, foi confeccionada com a argila que o Oleiro umedeceu com Suas lágrimas sagradas”.

O seu “Eu-doente” é o seu ego, que se acha doente, ferido, incapaz, imperfeito. E por isso, julga os outros com a mesma intensidade que se julga. A sua essência, que é aquela que o seu Criador o dotou, é perfeita. O Ego não aceita isso, e o Universo coloca as dores. Menos se aceita a perfeição, e mais dores. Até, quem sabe, um dia o Ego perceba que o mundo é perfeito, do jeito que é, baixe a cabeça, e se coloque a serviço de algo maior. A vida se transforma. Você se transforma, pois suas mágoas, dores e baixa autoestima desaparecem, afinal, eram ilusórias. Quem sabe até mamãe se transforme?

Alex Possato é diretor do nokomando – desenvolvimento pessoal e espiritual

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Publicado por: alexpossato | Julho 28, 2009

Alcoolismo – a dor do sistema familiar clamando por ser visto

Esta semana recebi um email de alguém preocupado com um caso de alcoolismo na família. Sei bem o que isso significa. Fui alcoólatra. Meu pai foi alcoólatra e meu avô materno também. E hoje, em desenvolvimento humano, trabalho com os sonhos e motivação das pessoas, que podem ser completamente destruídos por esta droga legalizada: o álcool. Conheço, então, três lados da coisa: de quem bebeu, quem presenciou e conviveu com os efeitos do alcoolismo em parentes próximos e como consultor, que acompanha o trabalho de constelação familiar sistêmica que minha companheira e esposa,  Theresia Maria, realiza, aqui em São Paulo.

Theresia conviveu comigo na fase difícil da bebida, quando eu não tinha motivação de trabalhar, vivia super-ansioso e totalmente ausente, de espírito. Na época, eu tinha as desculpas mais esfarrapadas: não sou alcoólatra! Eu sei o que estou fazendo! Eu não bebo tanto, não vivo dando escândalo e nem caindo pelas sarjetas! Mas depois aprendi, numa das quatro visitas que fiz no AA, que não é a quantidade ingerida, mas a incapacidade de dominar o impulso de beber que determina o alcoolismo. E, lógico: dentro de mim eu sabia que estava atrasando minha vida, ao tomar mesmo que fosse meia garrafa de cerveja. Simplesmente porque necessito na minha mente consciente para o meu trabalho, e a bebida tira a minha consciência. Não tanto para eu ficar bêbado, mas só o suficiente para eu não conseguir mais escrever, trabalhar, atender. Portanto, tornava-me um inútil. Um inútil alegre, afinal, eu adorava o “barato” de estar ligeiramente zonzo. E as vezes, totalmente…

Theresia teve uma paciência e dedicação incrível. E eu tive muita força de vontade para ver que, mesmo sendo uma quantidade mais ou menos pequena, para aquilo que vim fazer neste planeta, que é servir aos outros com o meu trabalho e talento, nem um copo de cerveja poderia ingerir. Foi duro admitir isso. Afinal, a Juliana Paz está aí, toda hora, para me mostrar como a vida com uma loira na mão é boa! Mas não é não. Era um insulto à minha inteligência, beber. Eu sabia disso. Mas não conseguia parar. E resolvi mergulhar fundo na questão. O que fazia eu beber?

Bem, a primeira resposta é: isso é hereditário. Veio do meu pai, do meu avô! Fácil! Achei  um culpado. Os dois se remexeram no túmulo, quando pensei este pensamento abominável. Já não basta toda a dor que eles viveram, e eu ainda para culpá-los de um vício que era meu? Bem… está certo. Comecei a investigar mais fundo ainda. Influência da propaganda. Más amizades… Ah, é isso! Más amizades! Vovó dizia que as más companhias me levariam ao vício. Engraçado. Quando lembrei quais as más amizades que eu tinha, vi que era tudo gente boa, muitos dos quais ainda hoje, amigos leais. E agora? Por que bebo?

Está certo. Resolvi olhar para o meu íntimo. E vi. Eu tinha medo. Medo de encontrar pessoas. Medo de me soltar, de rir, de ser feliz. Sentia uma dor inexplicável no peito. Tinha mágoa do papai, mágoa da mamãe, mágoa da vovó, do vovô. Até do meu irmão, que se suicidara anos atrás. Eu carregava o mundo nas costas. Todas as dores do mundo. Eu achava isso, era claro. Carregava coisa nenhuma. Senti que eu vivia um sofrimento inexplicável e irreal. Minha vida não fora tão ruim, apesar da separação dos meus pais no meu nascimento, do abandono da minha mãe, de eu ter sido criado preso pelos meus avós, da esquizofrenia do meu irmão, da pobreza da minha família… É sério. Não foi ruim, não. Hoje, tenho muita gratidão por esta vida, que me transformou em homem. Mas eu não queria ser homem. E então, bebia. Para fugir do medo. Comecei a fazer constelações sistêmicas. Decidi que não queria mais o medo. Decidi que queria amar meu pai e minha mãe, mesmo sem saber como. Decidi que queria ser feliz.

E então, tudo começou a mudar. As nuvens de cobranças foram desaparecendo. Quem é que cobra eu ser melhor do que já sou? Ninguém! Se paro de perder energia nas minhas emoções conflitivas, esta energia, automaticamente, vai para algo produtivo, para a criatividade, para o trabalho, para a diversão, para o prazer, para a espiritualidade… Foi isso que aconteceu. Mas tive que olhar para os fatos escondidos da minha família. Tive que olhar para meu pai e para minha mãe, e aceitá-los, do jeito que foram. Tive que abraçar meu irmão, mesmo que somente com o coração, já que ele repousa morto, num túmulo, em Arujá. Lembro-me como foi bom ter ido até o cemitério, levado meus dois filhos, e colocado um lindo vaso de flores em sua lápide. É lógico que o mano não está no túmulo. Eu senti ele sorrir, e até pude deixar escapar uma lágrima de perdão, e alívio.

Percebi, na minha família, que quase todo mundo fingia que vivia unido, mas na verdade, todos escondiam suas dores. E aí eu respondi ao amigo, que havia enviado o email, preocupado com o irmão alcoólatra. Ele queria saber se a constelação familiar resolve o problema do irmão. E eu falei: o problema do alcoolismo não é do irmão. É da família. Quando todos escondem seus sentimentos, fingem que está tudo bem, tem mágoas dos pais e não resolvem isso, não trabalham a si mesmo, esta emoção vai se acumulando. E alguém da família pode sentir uma necessidade inconsciente de “harmonizar na marra” esta dor, nem que seja com a sua própria saúde, ou com a sua própria vida, como foi o caso do meu irmão. Para se curar  o alcoolismo, é necessário que o alcoólatra queira. Mas para se curar a alma familiar, que permite que surjam casos de alcoolismo, é necessário honestidade, vontade e amor aos membros familiares. E este amor pode vir de qualquer membro da família. Sempre existe alguém preparado para amar – geralmente, o alcoólatra não consegue, já que está com seus neurônios imersos em solução etílica. É aí necessário alguém despertar, parar de se meter na vida dos outros, e resolver suas próprias pendências emocionais. Cada um resolve a própria. Este é o amor que Bert Hellinger, o criador da constelação familiar, diz. Todo o resto, a preocupação, a tentativa de “curar” as pessoas doentes, as críticas contra as atitudes “erradas” dos outros, de nada adianta, a não ser, prorrogar a herança de dor e infelicidade.

Libertei-me do álcool. Mas principalmente, libertei-me da necessidade de culpar meus pais e parentes pela minha dor. Não há culpados. Não há dor. Deus não me criou para ficar me lamentando. Deus criou cada ser humano para compartilhar o amor, que é a essência de tudo. Só isso.

Alex Possato é consultor de marketing espiritual e comunicação, escritor, numerólogo e diretor do nokomando

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Publicado por: alexpossato | Junho 29, 2009

Oficina Autoimagem e caminhos com constelação sistêmica

constelação familiar e estrutural sistêmica, meditação, arteterapia, consciência corporal e descontração, para você ser quem você realmente é e ser feliz assim...

constelação familiar e estrutural sistêmica, meditação, arteterapia, consciência corporal e descontração, para você ser quem você realmente é e ser feliz assim...

Querido amigo

Leveza, alívio, soluções sem nem perceber como, uma nova visão de si, da família e sentir-se parte de algo maior – estas são algumas sensações que talvez você tenha vivenciado após a constelação familiar sistêmica.

O que você acha de expandir estas sensações? Tudo começa em si mesmo: da forma como você se vê e como expressa isso ao mundo. E você é muito, muito mais do que está se vendo. Então, que tal encontrar a si mesmo, libertar-se de pensamentos e emoções que ainda influenciam a sua vida e perceber que em si, você já tem todas as habilidades para construir uma vida prazerosa, adequada ao seu jeito de ser e ao seu sistema familiar?

Imagine como será a sua vida quando você atrair para si relacionamentos baseados no crescimento mútuo e no compartilhar, e não mais nas dores do passado?

E a sua vida pessoal, seu trabalho? Como ficará no momento em que libertar-se das limitações e dos pensamentos de que “não sou bom o suficiente” e substituí-lo pela real sensação de que: estou no caminho, tenho prazer em caminhar, sei e domino o que faço e me divirto nesta jornada?

Talvez você tenha presenciado a constelação familiar como uma técnica terapêutica. Agora, apresentamos a Constelação Sistêmica como uma técnica que apresenta caminhos e soluções. E ainda trabalha bloqueios que tenham permanecido.

Na Oficina Autoimagem e Caminhos com Constelação Sistêmica (antigo Grupo de Trabalho e Estudo de Constelação Sistêmica em 12 Encontros),

Você receberá um verdadeiro e intenso presente, que mudará a sua forma de se ver (sua autoimagem), de perceber os outros, de conhecer seus pensamentos, emoções e acessar sua intuição, de agir diante das situações da vida e de determinar os próprios caminhos. Como? Veja abaixo:

1 – você faz uma constelação sua, e encontra soluções para um tema que mais lhe “pega”:

- pode ser questão familiar

- relacionamento afetivo

- caminho pessoal e sentido de vida

- caminho profissional

- questão financeira

- questão referente doença ou sintoma físico

- dúvidas a respeito de negociação de imóveis e objetos

- saber quem você é e qual a sua autoimagem

- outra qualquer que lhe esteja incomodando

2 – conhece as relações entre seu corpo, seus pensamentos e suas emoções, através de uma profunda, mas movimentada e divertida técnica de autoconhecimento corporal e arteterapia, aplicada em diversos momentos do encontro pela terapeuta corporal Silvana Parente Costa.

3 – pode discutir o seu desenvolvimento pessoal semana a semana, num grupo alegre, pequeno e amigo, acompanhado pessoalmente pela trainer e terapeuta Theresa Spyra, que realizará outras intervenções e dinâmicas, possibilitando o desbloqueio e descoberta de metas.

4 – conhece mais a fundo a teoria sistêmica, possibilitando olhar os seus relacionamentos familiares, pessoais, profissionais e afetivos sob um ângulo que evita “atritos emocionais” e possibilita melhor entendimento.

5 – descobre formas diferentes de meditar, entrando em contato “conscientemente” consigo mesmo, aprendendo a perceber um espaço “vazio” entre o que você pensa, sente e a “realidade”, que é muito diferente.

6 – descobre a sua autoimagem.  Vê em si mesmo a capacidade de intuir seu caminho, tomar suas decisões com acertividade e trazer a tona seus recursos que possibilitam você agir com precisão e equilíbrio.

Depoimentos

“O ponto maior do curso foi discernimento. Andei analisando de novo sobre o desejo, e eu senti que estava indo contra o desejo, ao ir contra o problema. Então, em vez de ir para frente, eu estava indo para trás. Aprendi que, ao invés de ir contra o problema, é melhor ir a favor do desejo. Isso faz diferença no dia-a-dia.” E. T.  – empresário

“Olhar para si mesmo: eu sempre vi isso de uma forma de se analisar com a cabeça… Era o que eu fazia, mas isso nunca me ajudou, nunca me acrescentou em nada. Neste trabalho, eu não sabia muito bem como fazer para que tivesse compreensão das minhas questões, das minhas dúvidas, mas a cada encontro, de repente, eu não ficava racionalizando as respostas, mas algo que alguém falava, ou a posição que  alguém colocava dentro do grupo… batia! Poxa, é isso! Vinham respostas sem pensar! Era somente sentir. E isso, a cada encontro, foi me ajudando em muitas e muitas coisas. Então agradeço muito a todos, quero continuar aprendendo, compreendendo mais esta forma intuitiva de respostas. Muito obrigada. Obrigada mesmo a vocês, porque foi maravilhoso.” Cristina Pereira Campos – assessora diplomática

“Acho que cada dia, cada trabalho, cada encontro, veio crescendo, e veio mostrar que as coisas são simples, e a gente às vezes é que acaba complicando. O grupo, nós já trocamos telefone, a gente sente que tem necessidade um do outro, sem julgar, sem nada, todos no mesmo barco.” Mirna Bolanho –terapeuta

“Todo mundo se sentiu tão bem, e eu lembro que, quando a gente começou, todos falaram: queria achar um caminho, queria me doar. Acho que a gente se sentiu bem porque cada um doou muito aqui, entrou muito a alegria, o sorriso, o brilho no olhar. A amizade, o carinho com que vocês acolhem faz com isso dê muito mais retorno ainda das pessoas, porque as pessoas não sentem que isto está sendo feito porque “eu paguei, estou aqui, exijo isso…”. É uma coisa tão prazerosa para vocês que transcende isso. E pra gente também é um prazer. Sinto que vocês têm amor naquilo que vocês fazem. Eu sinto isso: esta preocupação, esta dedicação de vocês, e isso foi aberto pra todo mundo do grupo que também se dedicou desta forma. Não tem como não falar que as pessoas aqui não ficaram mais ricas, mais felizes, mais leves. A gente compartilhou muitas coisas… Ficamos muito mais leves. De cada um levo um pedacinho comigo, esperando ter contribuído com alguma coisa para cada um. Esta troca, esta doação que a gente tem na constelação, não tem palavras. A gente sente mesmo.” Valéria Reis Fagiani – psicóloga

Gostou? Bem, então é só inscrever! O investimento deste encontro é um valor realmente especial, e temos pouquíssimas vagas, para este trabalho que já se iniciará na próxima terça-feira, às 19h30. Serão 10 terças-feiras inesquecíveis e mais dois sábados! Envie um e-mail e reserve o seu lugar! Ficaremos muito contentes em poder compartilhar com você este trabalho preparado com carinho e acompanhar as descobertas, semana a semana, que você experimentará.

Abraços e até mais!

Alex Possato e Theresa Spyra

Nokomando – o site da sua consciência pessoal e profissional

Despertar para a alegria e simplicidade de liderar a si, as relações, a profissão e a vida

Constelação sistêmica e imagem pessoal: formação, coaching, terapia e workshops

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Publicado por: alexpossato | Junho 25, 2009

Sistema familiar… o amor que transcende o entendimento

Eu diria que a maior parte dos clientes que passam pelo processo da constelação sistêmica, sai aliviada. Sabe que algo deu certo, mesmo sem poder verbalizar exatamente o que foi. E como Theresa Spyra fala: deixa fazer o efeito… no seu tempo… sem tentar racionalizar.

A constelação sistêmica é um método que age na mente inconsciente, a parte da mente onde estão informações e emoções não processadas pela mente racional. Quer dizer, 95% do conteúdo da sua mente, querido homo sapiens. A mente cartesiana, lógica, não consegue acessar estes conteúdos, e por isso, as explicações lógicas também não são necessárias. É bom lembrar que não somos somente um homem-macaco. Não somos somente uma individualidade e também não somos somente um ego. Nossa ligação com o mundo e com as pessoas, a começar pelo nosso pai, nossa mãe, nossos avós e antepassados são indissolúveis, profundas, vibrantes, vivas. Papai e mamãe, antepassados e todo o passado não morrem: continuam vibrando em nós, provocando emoções, influenciando atitudes, fazendo com que encontremos determinados tipos de pessoas e enfrentemos determinados tipos de situações. Os sistemas que nos envolvem, principalmente o sistema familiar, age em nosso inconsciente e influencia o nosso estado emocional e nossa personalidade. Não existe lógica em saber, por exemplo, que eu tenho tendência à depressão por estar identificado com o sofrimento de um ente familiar que nem conheci. Não tem lógica cartesiana, mas existe uma lógica sistêmica. E esta lógica sistêmica diz que somos fruto e conseqüência direta dos nossos antepassados e do que ocorreu com eles. Antepassados e fatos vivem presentes, hoje. Na realidade, não há passado, para a constelação. Há somente um eterno presente. Como tudo é presente, também não existem fatalidades, maldições, nem coisas boas ou más para serem herdadas. Temos a opção de escolher como desejamos a nossa vida, desde que olhemos para o nosso sistema familiar, reconheçamos o que existe nele. Para soltar a dor, é necessário olhá-la nos olhos.

Por isso, a constelação é um método para as pessoas que se cansaram de buscar explicações para o próprio sofrimento, e resolveram encontrar soluções. Sem culpar ninguém. Em algum momento, a pessoa pensa: cansei! Não quero mais isso! Existe algo maior a ser vivido, e estou disposto a viver. Estou disposto a fazer o melhor de mim, nesta vida, e a viver o melhor que a vida pode me oferecer. Estou disposto a deixar as mágoas se dissolverem… no seu tempo. Sim, tenho dores, tenho mágoa, tenho tristeza, talvez até tenha raiva, porém, ninguém tem culpa por elas. Nem eu mesmo.

Neste momento, a pessoa está pronta para fazer a constelação. É o ponto onde o sofrimento, os problemas e as dores se transformam em portas para você deslumbrar o amor profundo que existe do universo por si. Alguém lhe falou que o universo lhe reserva uma vida feliz, de realização. E este alguém está certo. Esta vida feliz já está, agora, viva, em si mesmo. Você é o projetor e a projeção da própria realização. Trabalhar as próprias emoções, conscientemente, e até alegremente (ou não), é a oportunidade que o universo lhe dá para perceber o amor que está por detrás de todas as questões, dos problemas, dos sentimentos, das brigas, até das mortes.

Problemas são interpretações mentais. Para o universo, não existem problemas: tudo são sinais para relembrá-lo que você é, neste momento, muito mais. Por detrás de tudo o que, aparentemente, é ruim, existe o amor.

Por que às vezes é tão difícil vê-lo? Principalmente quando estamos atolados até o pescoço de problemas? Porque esta é a grande brincadeira do universo. Se fosse fácil, se o amor se resumisse às pessoas que nos agradam, nos elogiam, nos amam, se amor fosse somente a riqueza, o bem estar, a saúde, o prazer… que graça teria? Se o amor se resumisse a termos, explicitamente, o papai protetor que nossa emoção queria, a mãe acolhedora que nosso coração necessita, como iríamos reconhecê-lo? Seria muito fácil. Tudo seria tão bom que não veríamos o amor. Por isso, o amor está escondido, para encontrarmos.

O amor se escondeu atrás da falta de tempo do papai, e do despreparo que a mamãe teve com você. Mas ele está lá. Pronto para ser achado. Não nas atitudes do pai, nem da mãe. Não o busque em gestos  ou atitudes dos pais e de ninguém. A relação do amor que vem dos pais se faz visível somente de coração para coração, sem palavras ou atitudes. A constelação familiar sistêmica permite o milagre de mostrar o quanto de amor o universo lhe dá, mesmo que seja num aparente abandono, numa aparente violência, numa emoção dolorosa, numa separação traumática… Quanto maior a dor, maior o chamado para se refugiar nos braços desse amor.

Ouça. Com o coração, não com a mente. Aceite. Entregue-se.

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constelação familiar em São Paulo, com Theresa Spyra

constelação familiar em São Paulo, com Theresa Spyra

Tenho um controle muito grande sobre as minhas emoções. A gente tem um pensamento, que é próprio da gente, e daí vem um outro, e eu fico na dúvida: será que sou eu, ou é algo do sistema familiar? Mas naquele momento, acho que o momento que é importante no trabalho, não preciso nem me preocupar, que vem.  Procuro não exagerar um pouco, mas no momento em que vem, não tem jeito. Não dá para segurar. Eu agradeço porque foi uma experiência muito rica.

Heloísa C. R. - enfermeira

Eu estou no olho do furacão. Estou processando. Não tinha noção, fiquei pensando: será que eu estou interferindo. Mas quando veio o sono, ficou muito claro: eu não estava com sono, e de repente, deu um sono danado. É uma surpresa pra mim, eu não sabia o que é. Então, estou processando todas as informações. É uma tremenda transformação, não dá pra gente participar da história do outro… mas algo trouxe uma compreensão para a gente. Estou me sentindo diferente. Processando, digerindo. Admiro quando a colega fala que controla as emoções. Eu não controlo coisa nenhuma. Deixa que vai, as coisas estão pegando bastante, mas estou com muita confiança. As sensações, aquela angústia do “perdão”, vem assim jorrando, e é muito, muito intenso. Não dá pra eu racionalizar tudo agora.

Veronika O. – advogada

Estou igual à minha amiga ali. Fiquei preocupada. Quando ela me chamou, pensei: não vou conseguir fazer. Mas é impressionante. Não é você quem faz. É alguma coisa que te leva. Você tem reações que você fala: nossa! Racionalmente, não consigo entender. Mas quando vai vivendo, aprende… Ter chegado no final com ela, foi muito bonito e bom também. Estou surpresa, processando… O bacana que você falou pra procurar um lugar, o interessante é que fui direto ficar ao lado dele. Eu não sabia por que, mas sabia que ali era o lugar que eu deveria estar. Achei muito interessante, e fiquei muito feliz por ter ajudado neste trabalho.

Luzia G. W. – psicóloga

Eu queria agradecer por trabalhar a história dele. Puxa, pra mim é… fantástico. Gostei de um momento em que eu, novamente, eu falei: não vou fazer o papel direitinho. Daí, o meu filho ali, ele falou: ninguém faz nada, o pai não faz nada! E eu pensei: puxa vida, então eu estou incorporando direitinho! (risos) Aí, eu quase falo pra ele: mas o que é que você quer que eu faça? Quase que falei isso pra ele. A minha esposa não fala comigo… (mais risos)… (a representante fala: era a esposa! Olha aqui – e aponta o marido, sentado ao seu lado) (mais risos). Estou muito feliz. Se eu continuasse tímido, como falei, no começo da reunião, eu não ia vivenciar isso, esse momento maravilhoso. É sinal que eu estou fazendo a minha evolução humana. Esta mexendo o que eu tenho que mexer dentro de mim. Eu percebo que este é o caminho.

Gilberto K. L. – músico

Para mim, as duas constelações foram muito importantes. A primeira, mostrou-me que a felicidade está logo ali… É verdade. Eu estava ali, a todo instante pra ela se resolver, e vir até mim. Conforme ela foi ficando feliz, eu fui ficando feliz junto. É assim. Puxa vida, por que nós estamos aqui? Para fazer isso. Ser feliz. Quero alcançar o que ela alcançou agora. Esta foi a primeira grande lição. A segunda constelação me tocou bastante porque eu tive algo parecido com ele, minha mãe pegou o amor obsessivo… eu sei o que se passou ali… (Theresa: não fala pelo outro…) É… Mas obrigado pelo trabalho. Eu agradeço estar com vocês. É muito bom mesmo.

Márcio F. – consultor de empresas

É um sentimento… de só sentir. É uma imensidão, e cada história, entra um personagem… Fiquei muito feliz em compartilhar as histórias, os personagens… é um sentimento que não tem explicação. É sentir…

Diva S. – fonoaudióloga

cenas da constelação deste domingo

cenas da constelação deste domingo

Publicado por: alexpossato | Junho 15, 2009

Podemos fazer constelação por outra pessoa?

Neste podcast, Theresa Spyra responde a uma questão: podemos fazer constelação por outra pessoa? Podemos modificar o outro? Esta resposta foi dada na constelação familiar sistêmica do dia 7 de junho de 2009.

Clique aqui e ouça o audio.

Próxima constelação em grupo, com Theresa Spyra, clique aqui

Publicado por: alexpossato | Junho 10, 2009

Como funciona a dinâmica da constelação familiar?

Theresa Spyra e Alex Possato

Theresa Spyra e Alex Possato

A pessoa coloca a questão, e nós procuramos no sistema familiar, normalmente. O problema que as pessoas tem, na vida, aqui e agora, as vezes não é dela. Ele vem do sistema familiar.

O que são fatos?

Mortes precoces, suicídios, abortos, segredos de família, imigração, e assim em diante. Tudo isso que aconteceu no sistema familiar, pode influenciar nas pessoas que vem depois. Ok? Isto é a base.

Como nós fazemos isso aqui?

Dependendo da questão, eu vou colocar pessoas da família. Às vezes, faço mais estrutural, e coloco idéias. E o cliente vai escolher um de vocês para representar o personagem. U solicito que seja colocado, por exemplo, o cliente, o pai e a mãe. Assim, o cliente solicita para alguém: você pode ser minha mãe, você pode ser o meu pai, você pode ser eu…? A pessoa escolhida pode aceitar, ou rejeitar. Depois o cliente posiciona os representantes no espaço aberto. O que vai acontecer? Estas pessoas vão perceber a energia do pai, da mãe e deles mesmos. Assim, a pessoa que representa o pai, irá sentir a energia do pai a respeito daquela questão que está sendo colocada.

Representantes

Pessoas que se colocam a disposição como representante, servem como ferramenta. Ela observa as energias e comunica. Ou às vezes se move. Tem imagens, idéias, sensações. Isto serve para a gente esclarecer a questão do cliente. Isto não tem nada a ver com incorporação. Simplesmente, nós podemos sentir outra pessoa. Se nos colocamos a disposição de uma pessoa, ela pode perceber a pessoa. Por exemplo, às vezes alguém sente algo e diz: nossa, acho que minha mãe não está bem. E liga para ela, e realmente, aconteceu algo.

Conexões

Estamos realmente conectados. Parecemos separados, mas na verdade, estamos todos conectados, e em todos os momentos somos capazes de sentir o que o outro sente. E não só o outro. Todo o sistema familiar. Então, simplesmente o representante se coloca à disposição. Através deste “se colocar a disposição”, muitas vezes a pessoa também se trabalha. Mesmo só assistindo, de fora, não se dá para fugir, porque a energia é muito forte, e todo mundo percebe, uns mais, outros menos, o que está ocorrendo.

Explicação do processo feito pela trainer e terapeuta alemã Theresa Spyra, durante a constelação familiar sistêmica realizada em São Paulo, no dia 7 de junho de 2009. Conheça mais sobre o trabalho de Theresa Spyra, do nokomando-desenvolvimento humano, clicando aqui.

Leia aqui a reportagem sobre o trabalho de constelação sistêmica com Theresa Spyra, publicada no Guia da Semana. Clique aqui.

Publicado por: alexpossato | Junho 2, 2009

Theresa Spyra e constelação familiar sistêmica

Relutei um pouco em escrever sobre a Theresa. Não é que ela não mereça, não seja uma grande terapeuta, ou coisa desse tipo. Na realidade, ela é minha esposa, e por isso, achei que talvez estivesse puxando a sardinha… sabe como é que é, né?

Mas seria incoerência da minha parte não falar da maior terapeuta que já vi trabalhando, e que, além de me ajudar profundamente em resolver todos os processos emocionais que me acompanharam a vida toda, tem recebido o carinho e admiração dos seus próprios clientes. Vou contar sua história.

Theresa é alemã, nascida em Kempten, Bavária, próximo aos Alpes alemães. Desde cedo, tinha a curiosa mania de sair com sua bolsinha de primeiros socorros, pronta a atender a primeira pessoa que estivesse necessitando de cuidados. Seu sonho? Ser missionária em algum país da África. Inclusive a sua mãe queria que ela fosse enfermeira. Mas Theresa precisava passar por outros tipos de experiência. Saiu de casa aos 18 anos, para enfrentar o mundo da cidade grande, Berlim, se formar em economia e análise de sistemas, e trabalhar como promissora executiva. Porém, algo dentro de si a impelia rumo ao desconhecido, à aventura, ao desafio. Deixando o emprego seguro e seu ótimo salário, partiu em viagem pela América Central, desde o México, descendo, país a pais, até a América do Sul. Este percurso foi realizado em oito meses. Foi aí que nos encontramos. Eu, vindo do Japão após três anos de trabalho, estava de férias no Peru e Bolívia. Ela, vinda do México, estava também no Peru – destino, a cidade inca de Machu Pichu. Nos conhecemos, e não nos soltamos mais.

Theresa veio morar no Brasil. E então, começou o seu contato com o mundo da “cura” e da terapia. Dona de uma percepção e intuição ativa, Theresa freqüentou centros espíritas kardecistas, e embora não tenha se identificado tanto com a formalidade e inflexibilidade da doutrina, entrou em contato com o conteúdo de sua mente inconsciente e as inúmeras percepções que tinha, definidas pelos espíritas como mediunidade. Theresa prefere não acreditar se é mediunidade, ou se é um simples acesso à mente inconsciente, dela, ou o inconsciente coletivo. Não importa para ela, a existência ou não dos espíritos – importa o trabalho e a cura com os vivos.

Nesse caminho, Theresa estudou e formou-se em Reiki máster, máster em programação neurolinguística – PNL, terapeuta de shiatsu, além de ser, durante um período, dirigente da Seicho-no-iê. Não abandonando o seu lado empreendedor, é também empresária, e aí começou a trabalhar com treinamento. Finalmente, os seus estudos e vontade a direcionaram à formação em constelação familiar sistêmica, segundo o método de Bert Hellinger, constelação estrutural, segundo Insa Sparrer e Matthias Von Kibed e hipnoterapia, de Milton Erickson, curso que a levou de volta à Europa, especificamente, Suíça.

Eu diria que a maior qualidade da Theresa, como terapeuta, é a sua capacidade de observar a essência do seu cliente. E direcioná-lo a encontrar, observar e tomar posse dessa essência. Theresa não enxerga o problema, não busca explicações para o problema, não coloca culpas ou erros nas costas do seu cliente. Embora ela possa ser bem dura, quando necessário, é também acolhedora, e deseja, sinceramente, que o cliente consiga ver a sua própria energia natural fluir, harmonizando, em primeiro lugar, o relacionamento consigo mesmo. A partir daí, os relacionamentos exteriores, o trabalho, a saúde, tudo o que pode apresentar distúrbios, harmonizam-se naturalmente.

Theresa Spyra, por Theresa Spyra:

Certo e errado 1

“Recuso-me falar de certo e errado. Isto só confunde. Não acredito em certo e errado. Tem resultados favoráveis e desfavoráveis para o momento no qual ocorrem, isto não significa que continuam sendo o que pareçam ser. O que parece desfavorável, num momento bem próximo pode se mostrar favorável.”

Gratidão

“Vivi quase toda minha vida em regalia, na Alemanha, e nunca tive a sensação de gratidão, tudo estava sempre ao alcance, e costumávamos reclamar quando algo faltava ou não era conforme a nossa vontade. Viver em abundância não tem nada a ver com gratidão, muito ao contrário. Hoje gratidão para mim é receber o que a vida está me oferecendo neste momento. Acordar um o barulho da chuva, o carinho da minha filha, em outro momento a insatisfação dela, sentir o calor do sol no meu corpo, jogar um jogo com a família, parar por um momento para me auto-observar e perceber que estou bem onde estou, satisfeita comigo, com a minha vida e com meu trabalho e com tudo que eu me coloquei a realizar. Posso ir com calma, sem correr, curtindo a paisagem e tudo que vier.”

Honestidade consigo mesmo

“Por tão pouco pagamos um preço tão caro, ao esconder de nós mesmos o que ocorreu, nós nos afastamos cada vez mais da nossa essência, e assim, do que estamos buscando.”

A missão

“A vida de formiga é uma festa só. Ela gosta da sua missão, sai cedo de casa, cheia de vontade e alegria com a perspectiva de encontrar folhas bem suculentas e gostosas. Corta-as com todo cuidado e perfeição, e um especial prazer é cortar um grande pedaço de folha, tão grande, mas que ainda dá para carregar: isto a deixa mais contente e alegre ainda. Depois começa o malabarismo divertido: às vezes a folha é pesada demais, e nas suas manobras perigosas vai embora o equilíbrio e a folha se perde. Se não tem como recuperar o tesouro precioso, não faz mal; a formiga volta para cortar mais uma folha. Algumas vezes até acha no caminho um pedaço de folha abandonado. Alguém parece ter perdido… e ela pega alegremente e recomeça a sua jornada. O peso deixa as pernas bambas, porém, isto a anima mais ainda. A superação é o seu jogo preferido, já que gosta de se divertir durante a tarefa diária. Nunca pensou em reclamar. Afinal de que? A vida é boa como ela é. Às vezes ela vê a cabeça de uma companheira, às vezes o bumbum redondo, mas ninguém tem tempo para parar e bater papo. A missão é o mais importante, não há dúvida. Como também não há dúvida de que essa formiga se acha a mais importante: ela somente percebe o seu próprio trabalho, e como vai saber o que os outros estão fazendo. E afinal, o que interessa?”

Certo e errado 2

“O mundo nos cobra o “certo”. Primeiro são os pais, os parentes, os professores e … logo, logo somos nós mesmos que cobraremos resultados melhores para nós (o certo), julgaremos todos os acontecimentos (certo ou errado)… para chegar onde?

E se eu fizer tudo certo, de acordo com os meus padrões, se eu me empenhar ao máximo, onde eu posso chegar? O que eu posso alcançar com isto? Felicidade? Reconhecimento? Satisfação? Equilíbrio? Segurança? Controle do futuro? Controle sobre os outros?”

Pais e filhos

“Nos dias de hoje presenciamos muito desequilíbrio nos relacionamentos familiares. Até parece que as coisas se inverteram. Quantos pais estão preocupados em serem aceitos pelos próprios filhos? Se sentem rejeitados pelos filhos, muitas vezes já desde a infância. Os pimpolhinhos não obedecem, parecem ser mais fortes e insistentes que os pais, tem as rédeas nas mãos, são eles que mandam nos pais. É muito doloroso para um pai e uma mãe não terem a a autoridade como pai ou mãe. Eles querem desesperadamente ser aceitos pelos filhos, por isto compram a atenção deles, com brinquedos, video-games, viagens, roupas, carros, etc. Mas o respeito não pode ser comprado. E quando os pais não respeitam os próprios pais, como eles podem esperar serem respeitados pelos próprios filhos? Eles não transmitiram este sentimento para eles. Nem em palavras, nem em ações.”

 

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