Joschi vivia com sua mãe e seus três meio-irmãos. Contava pouco sobre sua casa e sobre sua mãe e seu pai, só esporadicamente. Quando nós jogamos o jogo da família, ele também quis constelar. Ele bem que havia percebido como em cada constelação se desenvolvia um respeito pelo destino da família. Ele disse: “Desde algum tempo sinto que pertenço a meu pai, mas vivo com minha mãe”. Isso foi corajoso.
Ele constelou: em uma fila sua mãe, próximo a ela seus três meio-irmãos e um pouquinho além, o pai. Colocou a si mesm e seu próprio pai num ângulo de 60 graus e cerca de metro e meio distante deles.
Quando os representantes haviam sido colocados, o representante do pai de Joschi disse: Joschi pertence a mim! Então a representante da mãe esteundeu seus braços e disse: Quero que o garoto fique comigo. Joschi estava sentado em sua carteira e concordou com a cabeça. Agroa estava olhando esse conflito de fora, sem ter falado muito sobre isso.
Sugeri ao representante de Joschi que ficasse ao lado de sua mãe, próximo a seus irmãos, e dissesse ao pai: Eu amo você. Eu pertenço a você e no momento ainda vivo com a mamãe. Essa era uma frase solucionadora. Então disse para a representante da mãe: Mamãe, eu pertenço ao papai, e no momento ainda vivo com você. A palavra ainda deixava em aberto quando ele deveria ir para seu pai, e indicava que iria deixar a esfera de influência de sua mãe. Com isso, iniciou-se um processo sobre cuja extensão e duração nenhuma afirmação foi feita. Após a constelação, disse a Joschi: Como um homem, voce pertence aos homens. Ele riu e bateu com os punhos no peito.
Nas semanas que se seguiram, a mãe de Joschi veio até meu horário extraclasse. Joschi não tinha falado nada sobre a constelação familiar. Por si mesma, ela mencionou o quanto era ligada a Joschi e questionava se isso estava certo. Ela disse: Eu não sei se serei capaz de entregá-lo a seu pai se ele quiser agora que Joschi vá viver com ele”. Disse-lhe que também tinha sido difícil entregar meus filhos para o pai, mas que havia um tempo e um lugar certo para cada decisão.
Como um exercício, ofereci às crianças de famílias separadas colocarem ambos os pais um ao lado do utro, mesmo se vivessem separados, e colocar-se diante deles.
Eles são as raízes, e você é o dente, dizia isso frequentemente, e desenhava um grande dente com duas raízes no quadro.
Eles reverenciavam os representantes de seus pais e diziam: Eu concordo que vocês vivam separados, mesmo que isso me doa. Eu sempre serei a criança de vocês dois.
Marianne Franke-Gricksh em Você é um de Nós, Editora Atman, pgs 76/77
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Virginia Satir desenvolveu um vasto repertório de técnicas terapêuticas. Seu trabalho estava direcionado fortemente à comunicação, na qual conduzia os membros familiares que vinham para psicoterapia ou aconselhamento a uma permuta aberta, apoiando-os nisso.