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Fidelidade x Infidelidade, segundo Bert Hellinger

infidelidade

…Você está deixando de ver a culpa dos inocentes. Com efeito, quem fica zangado é o inocente, não o culpado. Este, via de regra, não fica zangado com o parceiro, não tem esse sentimento; mas o inocente o tem, porque se sente com razão. Sua culpa é especialmente perigosa porque vem sob a capa da inocência e do direito.

O que há de tão mau se alguém alguma vez tem uma outra relação? O que realmente se fere com isso? O inocente age como se tivesse o direito de reservar o outro perpetuamente para si. Isso é uma presunção. Persegue o parceiro, em vez de tentar ganha-lo pelo amor. E então, o outro ainda deve voltar? Isso ele não pode fazer mais. Quando o inocente se vinga além da medida, o culpado já não pode voltar para ele. Assim, defendo o mais humano e o senso de medida.

Tenho um profundo respeito pela fidelidade, mas não por uma fidelidade assim. Ela deve resultar do amor. Muitas vezes se coloca a seguinte reivindicação: “Sou a única pessoa que pode ser significativa para você”. Porém, muitas vezes, alguém chega a uma situação em que encontra outras pessoas importantes. O parceiro não tem o direito de persegui-lo por isso. Precisa respeitar a situação como é. Assim, provavelmente haverá uma boa solução para todos. Esta só existe através do amor. Ficou claro?

Trago ainda outra ponderação. A luta de um parceiro para conservar o outro recebe frequentemente sua energia do medo que a criança sente de perder a mãe. Assim, a exigência de fidelidade não visa tanto à parceria quanto a mãe. Também a fidelidade de um parceiro, principalmente quando envolve abnegação, é a transferência, para o marido ou a mulher, da fidelidade da criança à mãe. Essa fidelidade tem então algo de irreal.

Um exemplo a respeito. Um homem me escreveu que estava noivo, mas sua noiva lhe disse que o amor que sente por ele é apenas uma transferência. Ela deseja ser independente dele e ter também outras relações, porém o rapaz achava que devia ser fiel a ela e aguardar que voltasse para ele. Escrevi-lhe uma carta, mais ou menos nos seguintes termos:

“Você está mostrando à sua parceira uma fidelidade semelhante à que os filhos sentem pela mãe. Por isso o seu sentimento o engana – ela não merece você.”

Ele me respondeu que se sentiu liberado no ato. Desfez-se imediatamente de sua aliança de noivado e sentiu-se disponível para o novo.

Bert Hellinger – Ordens do Amor

 

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Sobre alexpossato

Professor de constelação familiar sistêmica e terapeuta sistêmico

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