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Aprendendo a seguir o coração

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Não basta silenciar a mente. Desligar o computador. Desconectar-se do smartphone. Vender a televisão. Sentar e meditar. Praticar yoga. Orar, fazer práticas espirituais. Caminhar, mergulhar, fazer voo livre, viajar de mochilão por aí…

Tudo isso, e talvez nada disso, seja o caminho. Qual caminho? O caminho para abrir um espaço entre a incessante cascata de pensamentos aleatórios, neuras aprendidas e medos e emoções que ecoam do seu passado – recente e remoto. O que então, é necessário? Desistência, entregar a vontade de saber, de querer dominar um processo que não pode ser dominado…

Você não é a sua mente, nem o que você sente

Talvez você “escute” e “veja” os seus pensamentos, acreditando que tudo o que você pensa e vê é uma verdade. Vê uma reportagem sobre alguém que eles dizem que é um ser desprezível, e você acredita. Ouve dizer que o planeta está acabando, e acredita. Lembra-se das dores do passado e justifica seus problemas atuais pelos traumas passados. Conquista um lugar no mundo e crê que foi você quem teve o mérito de chegar neste lugar. Sente alegria, prazer, tristeza e raiva, e tem certeza absoluta que alguém ou algo fora de você é o responsável pelas suas emoções.

Pensamentos são ecos aprendidos. Carregam informações e energia, que influenciam o seu corpo, de acordo com o significado que você dá a eles. Um bandido sorrirá ao ouvir uma notícia sobre um assalto bem-sucedido. Se você fosse o bandido, estaria feliz. Mas se você é o assaltado, estará triste, com medo, com raiva. A mente humana pode escolher qual significado dar em qualquer situação do mundo, em qualquer acontecimento do universo. Emoções são reações químicas em seu corpo. Que seguem a escolha que você deu diante dos acontecimentos da vida.

Dá para fugir da dor, da tristeza? Devemos evitar a alegria e o prazer? Não, não temos que fazer nada, absolutamente nada. Dor e tristeza, alegria e prazer são como ondas, que nos atingem, e se vão… desde que a gente permita. Uma mente em paz, pode observar a dor e o prazer, e só. E se a mente não está em paz? Pode observar a confusão, e perceber: estou confusa! Estou em conflito! Mas se você pode observar que existe “uma mente em confusão”, logo pode saber que você é algo além desta “mente em confusão”. Que você não é a “mente” é uma conclusão absolutamente lógica e real.

A voz do coração vem de um outro lugar

Antes de “ouvirmos” a voz do coração, este assunto pode parecer conversa sobre os habitantes de Marte. E assim será. É preciso fazer um movimento consciente para buscar a paz mental. Abrir uma clareira na floresta dos pensamentos aleatórios. Querer, conscientemente, parar de acreditar nos próprios pensamentos e parar de dar muita importância às próprias emoções.  É preciso querer e tomar uma atitude para sair do jogo social, que usa todos os instrumentos para mantê-lo hipnotizado, com suas emoções dominadas, seus desejos domesticados e influenciados por tudo o que é falado e mostrado pelas diversas mídias que atuam sobre nós. Assim como não é possível ter um bom preparo físico sem exercício, também é impossível ter paz mental sem práticas que levem você a ter foco.

Quando você começar a treinar, cedo ou tarde se surpreenderá com a sua capacidade de silenciar. Ou perceberá frases, visões, sons, sensações “diferentes” daquelas provocadas pela mente linear, que funciona através de sinapses: um símbolo se junta a outro, e a outro e assim por diante, criando um significado. Começar a perceber estas sensações “diferentes” não o torna melhor nem pior que ninguém. Todos possuem acesso à intuição, e é só um canal novo a ser descoberto. Aos poucos, você perceberá algo assim: sua mente diz uma coisa, e sua intuição diz outra. E quando você segue a sua intuição, percebe que ocorrem fatos inusitados, significativos, que não ocorreriam caso você seguisse sua mente racional e linear. Por que isso ocorre? Por uma razão simples: a nossa mente racional é abastecida por conceitos, crenças e teorias de outras pessoas. Nossos pais, professores, vizinhos, amigos, chefes, colegas de trabalho e mídia como um todo vão acrescentando informações no nosso HD interno. Nos identificamos com algumas informações e com outras, não. Porém, quando tentamos resolver um problema ou tomar uma decisão usando somente a mente racional, iremos buscar em nossos arquivos e fatalmente chegaremos a algum conceito que foi ensinado por alguém. Talvez este conceito tenha servido para esta pessoa, ou às vezes, nem isso. E nós seguimos o conceito. Para situações como ganhar mais dinheiro, encontrar um novo amor, abrir uma nova frente de trabalho, mudar-se, buscar um caminho espiritual, e tantas outras questões que nos chegam a todo instante, geralmente perdemos tempo, energia e paciência buscando soluções mentais, que não levam a nenhum resultado ou, pelo menos, resultados insatisfatórios.

A intuição convida você a se entregar. Parar de querer saber o resultado. Parar de querer saber exatamente como chegar a algum lugar. Você pode e deve saber onde quer ir, porém, como será esta jornada, não cabe à sua mente linear saber. Você quer uma mulher que será sua companheira amada? Talvez sua mente diga para buscar em lugares que você frequenta e gosta, como a sua igreja, ou o seu clube, quem sabe no grupo de amigos… Mas talvez, a sua intuição diga: vá ao supermercado! Agora! Você quer mais dinheiro, e sua mente diz: trabalhe mais! Lance mais produtos! Atenda mais pessoas! Porém, sua intuição diz: tire uma semana de férias na praia… relaxe! E lá, vem uma ideia que irá revolucionar a sua vida, o fará às vezes mudar totalmente seu caminho…

Há um caminho para a sua vida. Pode acreditar nisso. Mas esse caminho é a sua jornada. Seu marido ou esposa não podem saber sobre ele. Nem seus filhos. Nem seus mestres, professores, eu ou ninguém. O que dizer da mídia e do sistema de mercado que deseja que você faça, ouça, veja e compre somente o que eles induzem? Há um caminho para você encontrar alguém especial. Para fazer um trabalho que o preenche. Para estar em paz consigo. Para sentir-se protegido e seguro. Neste caminho, a entrega a algo Maior que o guia, é o requisito básico. A mente racional servirá para pesar prós e contras, para protegê-lo da ingenuidade infantil ou fantasia encantada, que muitas vezes as pessoas intuitivas caem. Mas a mente racional deverá agir como servidora da intuição. Assim, o caminho se apresentará com clareza. No momento certo. E você saberá dar um passo, após o outro. Percebendo o ritmo natural dos acontecimentos. Viver através da intuição é divertido. Dá prazer. Resultados surpreendentes. Um friozinho na barriga. Leveza mental… E viver assim não é nada mal, não é mesmo?

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Sobre alexpossato

Professor de constelação familiar sistêmica e terapeuta sistêmico

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