Bert Hellinger, Pensamento Sistêmico, Sentido de vida, Teoria sistêmica

Incesto, estupro e outras “maldades”

“Algo mais é importante em relação à ajuda. Tão logo tomemos partido,não podemos mais ajudar. Por exemplo, se nós tomamos partido do outro contra seus pais, contra o seu patrão, contra a sociedade malvada ou não importa o que seja, não poderemos ajudá-lo mais. Existem situações onde tomamos partido, institivamente. Por exemplo, quando alguém fala de incesto ou abuso sexual, de estupro, de um pai agressivo ou de um parceiro agressivo. Instintivamente, fazendo isso, perdemos nosso chão. Só quando todas as pessoas envolvidas são igualmente respeitadas com seu destino especial e seus emaranhamentos, quando podemos permanecer no amor maior perante eles – não no amor da compaixão, mas no amor que reconhece o todo, como ele é – somente então podemos ajudar. Assim os movimentos profundos da alma são possíveis, reconciliando o que estava antes com conflito.” Bert Hellinger, O Amor do Espírito, Editora Atman

Vivemos numa sociedade fortemente centrada no certo e no errado, no bom e no mau, no justo e no injusto… É importante entender que, quando olhamos com os olhos da constelação sistêmica, todos os julgamentos devem ficar de lado… simplesmente porque temos, em nosso sistema familiar, todas aquelas atitudes e comportamentos que hoje abominamos. É verdade: carregamos em nosso interior todo o bem que buscamos alucinadamente, e todo o mal do qual fugimos como o diabo foge da cruz. Se está em nosso sistema familiar, devemos ver, incluir, honrar e dar um lugar. Porque somos o que renegamos. Simples assim. Bert Hellinger diz, no texto acima, que o “ajudante”, o terapeuta, ou a pessoa que simplesmente quer se colocar a disposição de fazer algo por outro, deve colocar o julgamento ao lado, para poder que “algo maior” aconteça. Para que o “movimento da alma” possa restaurar o equilíbrio natural, se assim for permitido. Vemos situações de “cura sistêmica” espantosas ocorrerem nas dinâmicas de constelação. E isso repercute não apenas na pessoa que está se trabalhando, mas também se espalha por outros membros familiares… Incluir o que não conseguimos incluir… Depois de muitos, muitos anos, comecei a entender, um pouquinho que seja, a frase tão profunda, e tão difícil de engolir: “amai aos inimigos”.

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Sobre alexpossato

Professor de constelação familiar sistêmica e terapeuta sistêmico

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