“E como se comportam os sistemas escolares, escolas e classes escolares? Aqui reconhecemos as fronteiras flexíveis entre a estrutura (sistema escolar, escola e classes escolares) e a vida que preenche a organização e a transforma em um ’ser’, o que é mais do que a soma das características de todos os seus membros. Observamos uma auto-estrutura nas turmas, dinâmicas autônomas, o desenvolvimento de um sentimento de solidariedade e um claro empenho por equilíbrio. (Quando um ‘criador de casos’ deixa a turma, via-de-regra, um outro aluno assumirá esse papel). Em turmas existem subunidades (subsistemas) que preenchem suas respectivas funções específicas e que podem ser distinguidas umas das outras, tais como as funções do professor, dos alunos individuais que se projetam socialmente ou devido a seus méritos, e o grupo de alunos ajustados e com um desempenho médio. Em uma turma crescem ligações sociais e um comportamento de grupo se desenvolve a partir daí. E aqui também não podemos deixar de reparar como os subsistemas individuais afetam um ao outro: a professora, os grupos individuais de alunos e os grupos de alunos, a professora; de tal forma que, através desse processo, o grupo de alunos redefine diariamente o papel do professor e vice-e-versa”.
Marianne Franke-Gricksh, em “Você é um de nós”, Editora Atman, pgs. 82/83
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