Publicado por: alexpossato | Julho 15, 2008

Consciência e doença

Saúde e consciência

 

Por seus efeitos sensíveis, a saúde e a doença são comparáveis à boa e à má consciência. Quanto tudo corre bem em nossos relacionamentos temos uma boa consciência. Sentimo-nos acohidos, seguros, e integrados em nossa família, e sentimos algo semelhante nos outros grupos a que pertencemos. Esse bom sentimento é vivido como inocência e, para a maioria das pessoas, é o mais belo e desejável dos sentimentos. Todas as homenagens e distinções que recebemos da família ou de outros pessoas confirmam e asseguram esse sentimento e o nosso direito de fazer parte dela.

Algo semelhante se passa com a nossa saúde. Quando todos os nossos órgãos se harmonizam e quando o corpo, a alma e a mente cooperam e servem às necessidades  da vida, sentimo-nos bem, saudáveis, leves e seguros, confiantes e voltados para a vida. Sob esse aspecto, a saúde funciona como a boa consciência. Tal como ela, é desejável, promete e traz felicidade.

 

Doença e consciência

Quando agimos  em nossos relacionamentos de uma maneira que compromete nossa vinculação à família, temos má consciência e nos sentimos culpados. Essa sensação é tão incômoda que nos força a mudar nosso comportamento para recuperar nosso direito de pertencer. Assim, do mesmo modo que a boa consciência, a má consciência está a serviço da vinculação e do bem-estar. Apesar de seu desconforto, ela também está a serviço da felicidade por seu objetivo e seus efeitos.

Algo semelhante nos ocorre, muitas vezes, com a doença. Apesar de incômoda, dolorosa e freqüentemente perigosa, ela nos força a pensar na saúde e a desenvolver esforços para recuperá-la. Desse modo, à semelhança da má consciência, a doença também contribui para uma vida melhor. Nesse sentido, ela é boa.

Bert Hellinger, “Conflito e Paz”, pág. 56/57

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